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sábado, 19 de abril de 2014

~kid crazy                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        .Sally a suja 





O verão foi bom e quente naquele ano. O sol, como sempre, trouxe o calor de sua pele. As brisas leves que varriam o bairro faziam os dias não muito quentes ou frios. Era simplesmente o clima perfeito. Mas um verão Sally nunca vai esquecer.
Sally era uma menina, de oito anos, com longos e encaracolados cabelos castanhos, olhos verdes e brilhantes. Ela foi sempre educada, ela nunca mentiu, e fez o que lhe foi dito. Sua mãe e seu pai simplesmente a adorava, não poderia pedir uma melhor filha.
Sally riu enquanto brincava com seus amigos fora de sua casa. Vários jogos como, amarelinha e pique-pega e com sua boneca. A mãe de Sally sorriu calorosamente para a visão inocente e limpou as mãos no avental, chamando-a para dentro.
"Sally! Vamos entrar agora, é hora do almoço!" Sally olhou para sua boneca e sorriu.
"Ok mamãe!"
Sentou-se à mesa de jantar, Sally bateu levemente em seu assento, animada para quem sabe o que. Sua mãe colocou na mesa uma manteiga de amendoim e geleia, sanduíches com as beiradas cortadas. Alguns palitos de cenoura e aipo ao lado.
"Obrigada mamãe".
"Você é bem-vinda, querida." Como a criança começou a comer seu sanduíche, sua mãe se sentou em frente à menina e sorriu olhando ela comer. "Adivinhe! Seu tio Johnny está vindo." Sally olhou para cima e sorriu, os cantos de seus lábios tinha vestígios de manteiga de amendoim sobre eles.
"Mmg! Jommy Munle?" Ela repetiu a sua comida. Sua mãe riu e concordou.
"Mhm. Ele está vindo para ajudar o pai com seu trabalho, e para cuidar de você também. Talvez todos nós possamos ir para o carnaval também!" Sally mordeu o resto de seu sanduíche rapidamente e engoliu.
"A Sarah e Jennie virão também?" Sua mãe olhou-se no pensamento.
"Bem, isso é com a mãe e o pai deles. Mas se eles deixarem, com certeza!" Mais uma vez a criança riu e saltou na cadeira, agora ainda mais animada nas férias de verão.
Ao longo dos próximos dias, o tio de Johnny dirigiu-se para a casa. Saindo de seu carro, o homem esticou os braços sobre a cabeça e soltou um suspiro cansado.
"Tio Johnny!" Uma voz pequena piava, ganhando a atenção do homem. Sally deixou cair a boneca que ela estava brincando e correu para o membro da família, abraçando-o.
"Heyy Sal! Como tens passado?" Ele perguntou levantando a menina com facilidade, dando-lhe um abraço caloroso. A menina riu e olhou de volta para seus amigos, que estavam acenando em sua direção.
"Eu tenho tocado com Sarah e Jennie. Vamos para dentro e dizer a mamãe que você está aqui!"
"Parece uma ótima ideia." Ele sorriu e caminhou para dentro da casa, chamando a mulher. "Marie! Estou aqui!" Ele chamou, seguido de Sally imitando-o.
"Mama! Ele está aqui!" A dona de casa saiu correndo da cozinha e sorriu ao ver Johnny.
"Johnny, você chegou aqui são e salvo." O homem colocou a menina no chão e deu-lhe um tapinha de fundo para mandá-la fora. E abraçou a mulher.
"É claro que sim. Porque eu não iria vir aqui sã e salvo?" Ele riu, entrando na cozinha com a mulher. Sally correu até a porta da frente.
"Certifique-se de vir antes de escuro!"
"Sim, senhora!" E fora a menina foi.
Como o jantar se aproximava, o pai de Sally chegou em casa, feliz de ver que seu irmão estava lá também. Andando com sua filha, ele caminhou até Johnny com um aperto de mão e um abraço.
"É bom te ver homem, como tem passado?" Ele perguntou cruzando os braços, observando sua esposa pôr a mesa para o jantar. Johnny deu um encolher de ombros, brincando com os polegares.
"Eu e Karen nos separamos."
"Ah, isso é terrível, me desculpe .." Johnny balançou a cabeça com um sorriso.
"Não, está tudo bem. Estou feliz, eu posso mover-me livremente sem ter alguém constantemente querendo saber onde estou e o que estou fazendo." Os dois homens riram juntos, fazendo o seu caminho para a mesa para comer. "Mmm Marie, isso é maravilhoso."
"Obrigada, estou feliz que você tenha gostado."
"Mhm! É gostoso." Os adultos sorriram e riram do louvor da criança.
Prato após prato estava vazio, e Sally começou a bocejar outra vez, esfregando os olhos com as mãos. A mãe sorriu e gentilmente esfregou suas costas.
"Parece que alguém está cansada. Hora de dormir!" Sally assentiu e pulou seu assento, pegando seu prato e levando-o na pia. Sua mãe levantou-se para levá-la para a cama, mas parou quando John agarrou seu braço.
"Vou levá-la para a cama." Ele sorriu, ganhando um em troca.
"Tudo bem, obrigada John." O homem acenou com a cabeça, olhando a mulher fazer o seu caminho para limpar os pratos. Em seguida, olhou para ver seu irmão sair para o banheiro para lavar-se, e seguiu a jovem para o quarto dela.
John sorriu e fechou a porta atrás dele, observando-a remexer sua cômoda pegando o pijama para vestir.

"Você precisa de ajuda?" Ele perguntou, olhando a menina olhar para cima e acenar. "Ok, vamos ver o que você tem." O homem ao lado dela começou a olhar através de seus vários pijamas. "Você tem alguns de morango. Aposto que você vai cheirar como eles em seus sonhos.". Sally riu e balançou a cabeça, indicando que não quer vestir o pijama de morango. Johnny concordou e colocou a camisa de volta, em seguida, tirou outra camisa com um unicórnio nele. "Que tal um presente? Aposto que você vai montar em um unicórnio aqui." Mais uma vez a criança riu e balançou a cabeça negativamente. O homem soltou um bufo pequeno antes de colocar o pijama de volta. Em seguida, pegou uma camisola rosa claro regular. "Que tal isso? Ser capaz de se transformar em uma princesa com isso." Sally olhou e bateu palmas com entusiasmo e assentiu. Colocou o vestido em sua cama, ele estendeu a mão para ela e começou a desabotoar sua camisa.
"Eu posso me vestir tio." Ela disse com um sorriso, olhando inocentemente para as mãos em sua camisa. O homem sorriu e acenou com a cabeça, continuando a trabalhar seu caminho para baixo de sua camisa.
"Eu aposto que você pode, mas você está cansada, e por que não ter alguma ajuda?" Ele perguntou, observando Sally acenar algumas vezes. Uma vez recebendo a camisa desabotoada, ele colocou-o fora de seus ombros e deu-lhe um puxão na barriga, fazendo-a rir. Ele sorriu e tomou conta da orla de seu short e puxou para baixo. Finalmente, o homem agarrou sua camisola e empurrou a abertura sobre a cabeça, certificando-se de seus braços poderia passar as mangas. "Tudo pronto!" Ele disse feliz, vendo o sorriso menina de volta, rindo quando ela delimitada em cima de sua cama. Johnny levantou-se e pegou sua roupa, a porta se abriu e entrou mãe Sally chegou.
"Você está pronta para a cama?" Ela perguntou andando em volta da cama. Johnny olhou para cima e correu para o outro lado da cama.
"Vou guardá-la, tudo bem?" Marie olhou para ele e sorriu balançando a cabeça.
"Claro que não." Ela olhou para a filha e inclinou-se, beijando a criança na testa. "Boa noite meu amor."
"Mama Boa noite." Dando à menina uma massagem suave com o polegar na testa, a mulher levou as roupas Johnny tinha e fez o seu caminho para fora da sala. Johnny sorriu para a mãe e caminhou até o interruptor de luz, sacudindo-o. Ele fechou cuidadosamente a porta de seu quarto, e trancou-a. Lentamente, ele olhou por cima do ombro para Sally. Johnny usava um sorriso, torto.                                                              

Após os próximos dias, Marie notou que Sally não estava agindo normalmente. Ela não estava sorrindo tão brilhantemente como ela fazia ou falou com a mesma quantidade de felicidade. Marie tomou pegou na mão da criança antes de ela sair para jogar com seus amigos, e levou-a para o lado. Sally olhou para a mãe com um olhar confuso.
"Querida, você está se sentindo bem?" Ela perguntou, ajoelhando-se para estar na altura da criança. Sally olhou para ela de braços cruzados, e, lentamente, começou a chorar. Sua mãe arregalou os olhos em confusão. "Sally?"

"M-mãe ... eu ... eu não queria t-to ..." A garota conseguiu dizer que soluços.
"Não queria fazer o que querida?"
"E- .. Eu não queria tocar ... Eu não queria jogar seu jogo..." A criança olhou para a mãe e a abraçou apertado. "El- ... Ele tocou m-me ... A-e me fez to- toca-lo!" Marie franziu a testa e gentilmente começou a acariciar o cabelo da criança, confortando-a. Levemente até acalmá-la.
"Shhh, está tudo bem. Mama está aqui agora." Foi um pesadelo, isso é tudo. A menina teve um pesadelo assustador. "Tudo está bem agora, está bem? Não se preocupe com isso." Ela observou Sally olhar para ela, sua respiração picada, chorando, sorriu.
"Tudo bem-mamãe .." A mãe sorriu e beijou sua testa.
"Agora vá lavar-se, não quero jogar com os seus amigos com uma cara suja". Sally soltou uma risadinha de pequeno porte, e correu para o banheiro para lavar o rosto.
Mais tarde naquele dia, Johnny e seu irmão voltaram para casa do trabalho. Frank suspirou, sorrindo quando viu Sally acenando para ele. O pai acenou de volta, e fechou a porta do carro fazendo o seu caminho até a casa. Johnny olhou para Sally e sorriu, acenando para ela. O sorriso da criança lentamente murcha, mostrando menos felicidade, mas acenou de volta também. Johnny também andou dentro da casa, e parou quando ouviu a conversa entre seu irmão e sua esposa.
"Sally o que?" Frank perguntou.
"Ela teve um pesadelo. Uma muito ruim. Ela disse 'Ele tocou."
"Bem, quem diabos é 'Ele'!?"
"Eu não sei, Frank ... Mas, foi só um pesadelo. Eu só queria informar o que está acontecendo com ela e, por que ela estava agindo diferente."
Johnny franziu as sobrancelhas com raiva, os nós dos dedos ficando brancos. Depois, acalmou-se rapidamente, pensando rápido. Ele colocou um sorriso no rosto, e entrou na sala, fazendo parecer que ele só entrou na conversa deles e se levantou as sobrancelhas.
"Opa .. eu interromper alguma coisa?" Ele perguntou, observando o casal abanado a cabeça. Johnny sorriu novamente e manuseou de volta na direção do carro. "Eu estou indo a loja, você precisa de alguma coisa Marie?" A mulher sorriu e olhou para a cozinha.
"Sim, na verdade. Pode comprar alguns ovos, leite, pão e suco?" Johnny concordou prestes a sair, até que ele fez uma pausa.
"Sally quer ir também, só queria informá-lo." Marie sorriu.
Ele acenou com a cabeça novamente e fez o seu caminho para fora da casa. Chaves na mão. Olhando para Sally com seus amigos, ele segurou a mão sobre sua boca.

"Sally!" A criança olhou para ele e ficou olhando. "Vamos lá, vamos para a loja!" João fez o seu caminho até o carro, gesticulando para a menina a segui-lo. Sally ficou lá por um momento, então colocou suas bonecas na grama.
"Eu vou estar de volta, por favor olhem Lilly para mim." Jennie e Sarah sorriram, continuando a jogar o seu jogo de bonecas sem ela. Sally relutantemente fez seu caminho em torno do carro, subindo no banco de passageiros, e dobraram-se dentro "Será que mamãe quer que você vá até a loja?" Perguntou ela. Johnny concordou e colocou as chaves na ignição, ligando-a e saiu da garagem.
"Sim, ela quer alguma comida para ela. Talvez eu possa conseguir algo também." Ele sorriu, olhando para a criança. Sally sorriu nervosamente e olhou para frente, observando a passagem pelo cenário. Assim que chegaram à estrada que leva até a loja, Sally percebeu que ele não estava a abrandar para virar para o estacionamento. Ela franziu as sobrancelhas, confusa, e olhou para ele.

"Tio Johnny, a loja é do outro lado" Ela disse apontando na direção da loja Whole Foods. Mas nada veio do homem. Ele só continuou dirigindo, um sorriso muito fraco no rosto. A criança sentou-se e olhou para além de o banco de trás, observando a loja ficar lentamente menor até que ele estava fora de vista. Percebendo que eles não estavam indo fazer compras, a criança observava o pequeno estacionamento no parque da comunidade perto da cidade. Ninguém vai ao parque aos domingos. Sally se sentia nervosa, a respiração acelerada, observando o homem com os olhos arregalados. Johnny colocou o carro no parque e virou a ignição desligada, olhando para a criança. Raiva obviamente mostrando em suas características.
"Você disse a sua mãe o que aconteceu, não é?" Ele perguntou, olhando a menina freneticamente sacudir a cabeça. "Você não está jogando o jogo certo, Sally." Seu tom quase teve um ligeiro cantar para ele. O homem se aproximou e puxou a menina para ele, ignorando a luta que ela estava colocando seus apelos e choramingando. "Você disse que ia jogar o jogo comigo Sally, você mentiu para mim." Abrindo a porta do carro ao lado dele o homem saiu junto com a criança e jogou-a no chão, imobilizando-a rapidamente para baixo. Ignorando os gritos e contorcendo-se inutilmente. "Você tem que ser punida agora por quebrar as regras." Ele disse em tom de canto ligeiro, e começou a desatar o cinto.
"Um casal encontra o corpo de oito anos de idade de Sally Williams, no parque da comunidade. Na semana de longa busca pelo assassino agora está fechada."
Ele podia jurar que tinha fechado a porta antes de subir na cama. “Acho que eu esqueci...” Levantando-se do calor e conforto de sua cama, o adolescente fez seu caminho através do quarto e fechou a porta. Antes que ele pudesse subir de volta para suas cobertas, um barulho fora, no corredor, se levantou. Eram seus pais? Eles devem ter ido olha se ele estava sem sono ou algo assim. Assim que ele tem as pernas cobertas, o adolescente parou para ouvir um som fraco de... Choro? Porém, parecia de uma criança. Subindo, lentamente, ele levantou da cama mais uma vez, fez seu caminho até a porta e abriu-a. O choro parecia ser mais alto do lado de fora do seu quarto. Espiando a escuridão o adolescente se arrastou pelo corredor, seguindo os sons do choro. Uma vez que chegou ao final do corredos, a menina engasgou. Sentada no chão, em frente à janela, era uma menina, vendo o luar. Ela estava curvado, chorando. Como ela chegou em sua casa? Através da janela? Engolindo em seco, o adolescente falou.
"Quem ... Quem é você? Como você chegou na minha casa?" , Perguntou ele.
De repente, o choro parou. A criança se moveu lentamente as mãos trêmulas longe de seu rosto, e olhou para trás, contraindo-se levemente. Sangue substituído lágrimas, manchando as mãos. Houve um coágulo profundo de sangue em sua cabeça e, o sangue vazando do ferimento no seu rosto e em seu vestido de noite sujo. Seus brilhantes olhos verdes pareciam que viam através de sua alma.
"Esta é minha casa ...." A criança falou, sua voz rouca, soando como se estivesse lutando para falar. O corpo da menina contraiu e mexeu estranhamente como ela levantou-se a seus pés e se virou para o adolescente. Seus pés estavam sujos, como se ela estivesse correndo pela lama, arranhões cobriam os joelhos e pernas, e no final de seu vestido foi rasgado e esfarrapado. 'Sally' O nome costurado na frente. Com a mão encharcada de sangue da menina sorriu, dentes manchados de sangue, enquanto falava.
"Brinque comigo ..."         


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

branca de neve e os sete anões a lenda original

~kid cazzy
branca de neve e os sete anões
essa não é a que vocês conhecem essa é a história original contada pelos irmãos grimm
boa leitura...

O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o nome Little Snow-White), que haviam ouvido a história de duas irmãs chamadas Jeannette e Amalie Hassenpflug.
Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa de sua beleza. Então a rainha convoca um caçador e pede que leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e seu fígado para provar a morte. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos.
Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar, costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar.
Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente envenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a maçã envenenada.
Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela.
Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena, pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta, mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro. Com a queda, Branca de Neve cuspiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida.
O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Ela se arruma e quando se olha no espelho e pergunta, descobre que Branca está viva. Ela decide ir ao casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente é Branca de Neve.
Então, colocam um par de sapatos de ferro na brasa. Tiram da brasa e vestem na madrasta, a fazendo dançar até cair morta.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Surpresa de aniversário

~+Kid Crazzy

Surpresa de aniversário



"Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida…” Assim como todas as noites, ao longo de cinco anos e meio, Marisa canta Parabéns com os olhos cheios de lágrimas no canto de sua cela.
Sou uma mulher de alma boa, embora muitas pessoas aqui no xadrez e aí fora digam o contrário. Eu sei que no fundo não sou má, mas compreendo toda a raiva e repúdio que sentem por mim. Afinal, cometi um ato horrendo e muito grave. Mas juro que tudo que fiz foi por amor, um amor incondicional e infinito ao meu marido. Era seu aniversário naquele dia frio e chuvoso. Nunca vou me esquecer daquele olhar impressionado do Nilton, realmente ele não acreditou no que estava vendo em sua frente.
Muitas companheiras de cela e até policiais já tentaram me matar aqui, nesse inferno de concreto e grades. Nos primeiros anos, eu trabalhava lá no pavilhão quatro junto com as detentas consideradas de alta periculosidade. Mas depois de algumas brigas, a diretora decidiu me isolar nessa cela pequena, escura e fedida de onde escrevo este triste relato.
Meu único passatempo é escrever este tipo de carta, na esperança de entregar para alguém que venha me visitar um dia. Algo que acho muito difícil de acontecer, pois sou mais odiada que o próprio Demônio.  
Tudo que fiz foi por amor, por paixão e por admiração. Gosto de deixar isso bem claro. Era o meu presente, o melhor que podia dar naquela data tão especial. Estava dando para o Nilton a liberdade e uma nova vida de casal apaixonado. Sei que vocês não me entenderão nunca e também já estou me conformando com a loucura, pois nesses últimos anos ela tem sido a minha melhor amiga. Já acostumei a ser chamada de psicopata, doida e maluca. Considero como um elogio.
A pior parte é ficar escutando aqueles choros e latidos malditos na hora de dormir. Com isso ainda não me acostumei. Não sei por que o Nilton não quis provar um pedaço do bolo de chocolate, estava tão delicioso. Montei toda a festa surpresa com carinho e dedicação. Decorei a casa com enfeites, dei banho e arrumei as crianças, preparei o bolo, os doces e os salgados. Fiz tudo isso durante a tarde, enquanto ele trabalhava. Mas em troca fui humilhada, espancada e presa.
Eu estava tão linda naquele dia, toda maquiada, produzida e elegante. Nem parece a minha situação deplorável dos dias atuais. Hoje me encontro acabada, com dentes quebrados, olhos roxos de tanto apanhar, cabelos desgrenhados, sujeira de cadeia impregnada no corpo e aparência abatida. Ontem mesmo, fui estuprada e espancada por dois policiais. Eles falaram que eu mereço coisas bem piores pela atrocidade que cometi. Sofro calada, pois aqui ninguém vê e nem ouve nada. Todas as presidiárias são tratadas como lixo ou até pior que lixo.
Os porcos fardados entraram de noite na minha cela. Chegaram chutando o meu prato de comida e rasgando minhas folhas de anotações, por sorte essa que escrevo não rasgaram. Um deles me deu uma surra de cassetete e quebrou o meu braço, o outro cortou os bicos dos meus seios com um canivete enferrujado. Pense numa dor descomunal, é essa.
O meu grito de nada adiantou, pois esses abusos policiais eram rotina na penitenciária feminina Belmiro Fontes. Perdi a conta das vezes que fiquei grávida e tive que fazer abortos improvisados aqui na cadeia, com a ajuda desses mesmos policiais nojentos.
Nessa minha vida de cão, só tenho um desejo para realizar antes de morrer. Quero encontrar o Nilton quando sair daqui, dar um beijo em sua boca e falar que o amo do fundo do meu coração. Apenas isso, entretanto sei que é quase impossível, porque ele não quer me ver nunca mais.
No dia do acontecimento, ele me agrediu e falou que desejava muito a minha morte de forma dolorosa. Bom, mas ainda tenho vinte e quatro anos de prisão para cumprir. Talvez, depois desses anos todos, ele mude de ideia. A esperança é a ultima que morre.
Vou descrever o ato execrável que cometi. Mas antes, quero me desculpar e pedir perdão para toda a minha família, amigos e principalmente para o meu amor Nilton. Foi um ato frio e horroroso, porém confesso que não me arrependi e faria tudo novamente.
Sempre fui uma mulher extremamente ciumenta e carente de atenção, isso desde a minha infância.Nunca gostei de dividir nada com ninguém e foi justamente por isso que eliminei do meu caminho a concorrência. Esse egoísmo e ciúme doentio estão me consumindo e me destruindo aos poucos.
Todos que me julgam louca, não me conhecem totalmente. Eu não me conheço totalmente e não sei do que ainda sou capaz de fazer. Certamente, depois disso que irei relatar vocês irão me odiar e me comparar ao Demônio. Talvez eu seja mesmo um monstro. Mas sou um monstro que ama o Nilton.
Era uma quinta-feira gelada e chuvosa, aniversário do meu marido. Apesar de estar chateada e incomodada com a falta de atenção e o desrespeito que ele me tratava, mesmo assim decidi fazer uma festa surpresa. Seria com essa festa e principalmente com o bolo que iríamos celebrar uma nova vida de marido e mulher. Iríamos comer um delicioso bolo de chocolate, eliminando totalmente a concorrência de nossas vidas. Mas ele não quis comer nenhum pedaço. Perdeu, pois estava tão saboroso!
Nossos filhos, Mariana de cinco anos e Pedrinho de três, me ajudaram com os brigadeiros e as coxinhas. Depois enfeitamos com bexigas e fitas coloridas a sala. Estávamos todos alegres e ansiosos pela chegada de Nilton. Ainda era por volta de meio-dia quando acabamos de decorar todo o apartamento. Mas faltava o principal de uma festa de aniversário, o bolo.
Morávamos num apartamento pequeno e simples. Sempre fui uma boa dona de casa e deixava tudo arrumadinho e brilhando. Éramos uma família feliz, eu, o Nilton, as crianças e nossa cadelinha Nelly, uma poodle muito sapeca. O problema era comigo, ninguém vai conseguir entender direito o tamanho da brutalidade desse crime chocante. Eu me sinto bastante confusa até hoje. Mas fato é que fiz e ponto final. Eu matei todos que incomodavam o nosso casamento.
Naqueles últimos anos, Nilton não prestava mais atenção em mim. Eu mudava radicalmente o meu estilo, minhas roupas e o meu cabelo. Mas ele nem percebia, estava me ignorando, só queria saber do trabalho e dos filhos. Dava mais atenção até para Nelly, que não desgrudava dele nunca. Cansei disso, estava perdendo espaço até para uma cachorra, um absurdo!
Durante a tarde, uma crise de fúria e desespero me tomou. Acho que não era loucura, parecia mais um espírito perverso, um encosto me dominando. Não conseguia mais me concentrar na preparação do bolo. Aquela cadela do inferno não parava de latir e lamber minhas pernas. Não pensei duas vezes, estava com os nervos à flor da pele.
Peguei uma faquinha pequena e furei os dois olhos da bichinha, que ficou gemendo igual uma condenada. O sangue começou a lavar a cara branca de Nelly, ela estava apavorada de medo. Liguei o liquidificador, segurei a maldita pelo pescoço e enfie sua carinha na lâmina afiadíssima que girava em alta velocidade.
No canto da cozinha, as crianças ficaram chorando e tremendo de medo ao presenciar essa terrível cena. Mariana tentou tapar os olhos de Pedrinho e começou a gritar para eu parar de fazer aquilo com a Nelly. Tarde demais, junto com o sangue que jorrava pela pia, havia dentes, focinho retalhado e tufos de pêlo. A cabeça da cachorra ficou desfigurada, com as vísceras e miolos aparecendo. O mais impressionante é que ela ainda estava viva. Então, simplesmente peguei um facão e cortei a cadela em mais de cinquenta pedacinhos. Minha pia parecia um açougue macabro.
Coloquei todas as partes cortadas daquele bicho imundo em cima da mesa branca, que logo ficou vermelha de sangue. Lavei minhas mãos e braços e continuei batendo a massa do bolo. As crianças começaram a correr pelo apartamento num pânico total. Peguei uma bacia grande, despejei a massa, amolei o facão e fui atrás daqueles pirralhos.
Puxei a Mariana pelos cabelos, ela gritava e chorava de medo. Pedrinho pulou em cima de mim tentando me morder. Coitado do verme, com um forte golpe de facão arranquei o seu bracinho, que caiu no chão da sala. Pedrinho desmaiou na hora e o sangue escorreu pelo piso de madeira.
Mariana não gritava mais, somente chorava e rezava baixinho enquanto eu estava amarrando-a na cadeira da cozinha. Deixei-a de frente para a mesa com os restos da Nelly e a bacia de massa. Ela me perguntava direto qual era o motivo de eu estar cometendo aquelas barbaridades e implorava para eu parar, dizendo que me amava apesar de tudo. Mas no meu coração só cabia o Nilton, só ele. Estava possuída pelo Satanás enciumado, só pode! Mariana dizia:
- Mamãe, pare com isso! Por favor, nós te amamos. Você tem o meu perdão pela morte da Nelly e por cortar o braço do meu irmão. Vamos acabar com isso. Hoje é aniversário do papai, não era pra acontecer tudo isso. Queria que fosse um dia maravilhoso, de muita paz, alegria e felicidade. Vamos chamar a polícia e a ambulância. Vamos acabar com todo esse terror sem sentido. Eu imploro!
Esperei ela acabar o discurso patético, bati palmas e com um golpe certeiro de facão cortei a sua cabeça, que rolou pelo chão da cozinha. No corpo amarrado na cadeira joguei álcool e depois taquei fogo. Comecei sentir vontade de dar risada de tudo, não respondia mais pelos meus atos. Naquele instante, minha obrigação era preparar o delicioso bolo de carne, miolos e vísceras.
Com violentos golpes de martelo e machadinha, despedacei a cabeça de Mariana e o braço de Pedrinho para misturá-los aos pedaços da cachorra e à massa do bolo. Enquanto preparava a calda de chocolate, o pirralho que estava desmaiado se levanta e começa gritar e chorar incessantemente.
Ainda com o martelo e a machadinha, avancei para cima de Pedrinho e o estraçalhei com uma raiva gigantesca. O meu apartamento estava cheio de sangue, as paredes ficaram vermelhas. A escuridão reinava naquele ambiente pesado.
Estava anoitecendo e a hora de Nilton chegar do trabalho se aproximava. O lindo bolo já estava pronto, com uma deliciosa calda de chocolate cobrindo os restos mortais das crianças e da cadela. Tomei um banho quente e relaxante, me masturbei pensando na nova vida que teria com o meu marido e coloquei um vestido preto. Finalmente, a porta se abre e Nilton entra assobiando pela sala como sempre fazia. Fiquei em pé atrás da mesa e comecei bater palmas, cantando Parabéns.
Nilton para de assobiar, senti um cheiro forte de carniça vindo da cozinha e percebe que há manchas de sangue pelo chão e pelas paredes da sala. Nelly que sempre pulava em sua perna não aparece, ele acha tudo muito estranho. Ao entrar na cozinha fica chocado com a cena tenebrosa. Sangue por todo canto, móveis queimados, ferramentas e facas espalhadas pelo chão, pedaços de corpos em cima da mesa e um bolo nojento rodeado de moscas. É a visão de um verdadeiro circo dos horrores.
As velas indicando a idade foram feitas com os dedos do filho. Marisa arrancou e colou os dedos de Pedrinho, formando o número 41. Um ato extremamente bizarro e grotesco. Nilton desesperado esbraveja:
- Mas que porra é essa? Cadê meus filhos? Você está louca, doente? Não me diga que você... Sua psicopata do inferno!
Marisa estava cortando um pedaço do bolo para oferecer ao marido. Ela estava achando tudo uma maravilha, sua mente não conseguia mais diferenciar o mundo real da fantasia e nem o certo do errado. Com muita raiva, Nilton chuta a mesa e começa espancar a esposa desnaturada. Ele enche de pancadas a psicopata e depois resolve chamar a polícia. O cenário é de extremo terror.
Os poucos vizinhos do prédio aparecem para ver o mais terrível e chocante crime da pacata cidade de Miratan do Sul. Todos aplaudem o momento da prisão da mulher louca, que entra no camburão cantando Parabéns e gritando que ama infinitamente o marido.
Nilton se mudou para uma cidade bem longe e iniciou um longo tratamento psicológico para superar o trauma. Dizem que até hoje, aquele apartamento abandonado é habitado pelos espíritos das crianças e da cachorra. Todas as noites, os vizinhos escutam gritos, choros e latidos.
Uma surpresa de aniversário realmente inesquecível!.

O lado negro de Zelda-part #1

     
    ~ Beky


     O LADO  NEGRO  DE ZELDA  -part 1#


Boa leitura Meus Adoráveis Psicopatas !

Olá, meu nome é Matt, mas podem me chamar de Jadusable (Meu nickname). Eu me mudei recentemente para o meu dormitório do colégio, começando como um aluno de 2º grau, e um amigo meu me deu o seu velho Nintendo 64 para que eu jogasse. Eu estava impressionado em saber que eu finalmente poderia jogar todos os jogos antigos da minha infância, que eu não tocava em pelo menos uma década. O seu Nintendo 64 veio com um controle amarelo e uma cópia de má qualidade do Super Smash Brothers, e como querer não é poder, não preciso dizer que não demorou muito até eu ficar cansando de ficar ganhando dos CPUS.
Naquele final de semana eu decidi dar uma volta por algumas vizinhanças durante uns 20 minutos, parando em todas as vendas de garagens, esperando conseguir alguns jogos por um preço bom de pais ignorantes. Eu acabei comprando uma cópia de Pokémon Stadium, Goldeneye (Isso ai, porra), F-Zero, e outros dois controles por 2 dólares. Satisfeito, eu comecei a ir embora da vizinhança, quando uma ultima casa me chamou a atenção. Ainda não faço idéia por que, mais algo meio que me arrastou até lá. Normalmente eu tenho auto confiança sobre essas coisas, então sai do carro e fui saudado por um homem velho. Sua aparência era, por falta de uma palavra melhor, desagradável. Isso era estranho, pois se você me perguntasse porque ela era desagradável, eu realmente não conseguiria apontar nada – Somente tinha alguma coisa nele que me deixava perturbado, não consigo explicar. Tudo que eu posso te dizer, é que se não fosse no meio da tarde e tivessem pessoas por perto, eu nem pensaria em me aproximar desse homem.
Ele deu um breve sorriso para mim e perguntou o que eu procurava, e imediatamente eu notei que ele era cego em um dos seus olhos; Seu olho direito tinha uma aparência meio que “vidrada”. Eu fui então forçado a olhar no seu olho esquerdo, tentando não ser ofensivo, e perguntei se ele tinha alguns jogos de vídeo game antigos.



 Eu já estava pensando em como me desculpar sobre toda a situação quando ele me dissesse que não fazia idéia do que era um vídeo game, mas para a minha surpresa, ele disse que tinha alguns em uma caixa velha. Ele me disse que voltaria “rapidinho” e se virou para entrar na garagem. Enquanto ele ia para lá, não pude deixar de notar o que ele vendia em sua mesa. O que estavam lá eram, literalmente… Pinturas peculiares; Varias pinturas que pareciam com bolhas de tinta que um psiquiatra te mostraria. Curiosamente, eu os verifiquei – era obvio porque ninguém visitava a venda de garagem desse homem, os quadros não eram esteticamente agradáveis. Quando eu cheguei no ultimo, por algum motivo ele parecia quase igual a Majora’s Mask – A mesma mascara em forma de coração com pequenos espinhos apontando pra fora. Inicialmente eu achei que era só porque eu esperava achar esse jogo nessas vendas de garagem, mas em conta aos eventos que aconteceriam a seguir, não tenho mais tanta certeza assim. Eu deveria ter perguntado ao homem sobre isso. Eu queria ter perguntando ao homem sobre isso.
Depois de tanto olhar naquela mancha de tinta com formato da Majora’s Mask, eu olhei para trás e o homem repentinamente estava lá, parado, sorrindo pra mim. Eu admito que até pulei com o susto, e nervosamente ri quando ele me deu um cartucho de Nintendo 64. Era um cartucho regular inteiramente cinza, exceto que alguém tinha escrito “Majora” atrás dele com tinta permanente. Meu estomago até gelou com toda essa coincidência e eu o perguntei quanto ele queria pelo cartucho.
O velho sorriu para mim e disse que eu poderia te-lo de graça, que ele pertencia a um garoto que era mais ou menos da minha idade e que não morava mais lá. Tinha algo suspeito quando o homem disse isso, mas eu realmente não prestei muita atenção, pois estava muito animado em não só por achar aquele jogo, mas também por pega-lo de graça.
No inicio eu não fiquei muito esperançoso com isso, já que aquele cartucho era bem velho, e não tinha garantia de que ele funcionaria, mas então o meu lado otimista me dizia que talvez aquela poderia ser uma versão beta ou pirateada do jogo que eu queria tanto jogar, para trazer aquela sensação de nostalgia de volta. Eu finalmente agradeci o homem, e ele sorriu pra mim e me desejou tudo de bom, dizendo “Adeus então! (Goodbye then!)” – pelo menos foi isso que soou pra mim. No caminho voltando pra casa eu ficava desconfiado, pensando se ele tinha dito alguma outra coisa. Os meus medos se confirmaram quando eu coloquei o jogo (Que para a minha surpresa, funcionou sem problemas) e lá tinha um Save File nomeado simplesmente de “BEN”. “Adeus Ben (Goodbye Ben), ele tinha dito “Adeus Bem”. Eu me senti mal pelo homem, obviamente um avô e obviamente ficando senil, e eu – por alguma razão – o lembrei de seu neto “Ben”.
Só por curiosidade eu verifiquei o Save File. Só de primeira vista, dava pra ver que ele já estava bem longe no jogo – ele tinha quase todas as mascaras e ¾ dos chefes derrotados. Eu também notei que ele usou uma estatua de coruja para salvar seu jogo, estava no Dia 3 e no Stone Tower Temple com pouco mais de 1 hora antes da lua cair. Eu pensei que realmente era uma pena ele ter chegado tão perto de zerar o jogo, mas que nunca pode terminá-lo. Criei um novo Save File com o nome “Link” como sempre e comecei o jogo, pronto para reviver a minha infância.
Para um cartucho tão simples como esse, me surpreendi em como o jogo rodou tão bem – literalmente igualzinho a uma cópia original do jogo, tirando alguns pequenos problemas aqui e ali (Como texturas aonde não pertenciam, flashes estranhos de filmes do jogo em certos intervalos, mas nada tão ruim assim). Porem, a única coisa que era um pouco perturbadora era que as vezes os NPS’s (Non-Playabe-Characters) me chamavam de “Link” e outras vezes, me chamavam de “Ben”. Achei que era só um bug – algum problema no cartucho que fazia com que nossos Save Files se misturassem ou algo assim. Isso meio que me assustou depois de um tempo, até que, pouco depois que passei da Woodfall Temple, eu fui até os meus Save Files e deletei “BEN” (Eu inicialmente pretendia preservar o Save File, em respeito ao dono original do jogo, mas eu não precisava de 2 arquivos mesmo), esperando que isso resolvesse o problema. Resolveu e não resolveu, pois depois disso os NPS’s não me chamavam de nada. Tinha somente um espaço vazio aonde o meu nome deveria estar (Meu Save File ainda estava com o nome “Link”). Frustrado, e com muita lição de casa pra fazer, eu deixei o jogo de lado por um dia.
Eu comecei a jogar o jogo novamente na noite passada, pegando os Lens of Truth e tentando completar o Snowhead Temple. Agora, alguns dos jogadores mais hardcores do Majora’s Mask sabem do “Glitch do 4 Dia” – para aqueles que não sabem, podem procura-lo no Google, mas a idéia é a seguinte: bem na hora que o relógio for bater em 00:00:00 no ultimo dia, fale com o astrônomo e olhe pelo telescópio. Se fizer isso corretamente, o relógio some e você tem mais um dia inteiro para terminar tudo que você estava fazendo. Decidido a fazer o glitch para tentar zerar o Snowhead Temple, eu consegui faze-lo corretamente na minha primeira tentativa, e o relógio desapareceu da tela.
Porem, quando eu apertei B para sair do telescópio, ao invés de ser saudado pelo astrônomo, eu me encontrei na sala do chefe Majora no final do jogo (A pequena arena encaixotada), encarando o Skull Kid flutuando logo acima de mim. Não tinha som, somente ele flutuando acima de mim e a musica de fundo, que era a normal da fase (Mas ainda assim assustadora). Imediatamente as minhas mãos começaram a suar – Isso definitivamente não era normal. Skull Kid NUNCA aparecera ali. Eu tentei andar pela área, mas não importava aonde eu ia, Skull Kid sempre ficava olhando para mim, me encarando, sem dizer absolutamente nada. Nada acontecia além disso, e isso continuara por mais ou menos 1 minuto. Achei que o jogo tinha bugado – mas já estava começando a duvidar muito disso.
Eu já estava indo apertar o botão Reset do vídeo-game, quando o texto apareceu na minha tela: “You’re not sure why, but you apparently had a reservation… (Você não tem certeza porque, mas aparentemente tem uma reserva…)” Eu instantaneamente reconheci aquele texto – você recebe essa mensagem quando ganha a Room Key do Anju no Stock Pot Inn, mas porque ela apareceu aqui? Eu me recusei na mesma hora a acreditar que o jogo estava querendo se comunicar comigo. Comecei a navegar pela área novamente, procurando para ver se foi algum tipo de botão ou alguma coisa assim que me permitira de interagir com alguma coisa ali, até que eu percebi como eu estava sendo idiota – só de pensar que alguém poderia reprogramar um jogo desse jeito já era absurdo. Até que, 15 segundos depois, uma outra mensagem apareceu na tela, e novamente como a primeira mensagem, ela já existia no jogo: “Go to the lair of the temple’s boss? Yes/No (Ir para o covil do chefe do tempo? Sim/Não)". Eu parei por um segundo, pensando o que deveria escolher e como o jogo reagiria com isso, quando eu percebi que não poderia escolher “No”. Respirando fundo, apertei “Yes” e a tela mudou para um branco total, com as palavras “Dawn of a New Day (O amanhecer de um Novo Dia)” com o subtítulo “||||||||” abaixo delas. O lugar para onde eu fui transportado me encheu com a sensação mais intensa de temor e medo que eu já senti na minha vida.
O único jeito de descrever o que eu senti ali, é tendo um sentimento inexplicável de depressão em uma escala muito profunda. Eu não sou uma pessoa depressiva, mas o que eu senti ali foi uma sensação que eu nunca imaginei que existia – foi uma presença muito retorcida e poderosa que parecia me encher com essa depressão.

Eu apareci em algum tipo de versão Twilight-Zone da Clock Town. Andei para fora da Clock Tower (Como você normalmente faz quando começa o Dia 1), somente para descobrir que todos os habitantes tinham sumido. Normalmente com o “Glitch do Dia 4” você ainda pode achar guardas e o cachorro que fica correndo em volta da torre – agora todos eles tinham sumido. O que os substituíram foi a sensação de que tinha algo lá fora, na mesma área que eu, e que estava me observando. Eu tinha somente 4 corações e a Hero’s Bow, mas nesse ponto eu nem considerava mais o meu avatar, eu sentia que eu mesmo estava em algum tipo de perigo. Talvez a coisa mais aterrorizante era a musica – era a Song of Healing, extraída diretamente do jogo, mas tocada ao contrario. A musica ficava cada vez mais alta, te preparando cada vez mais, fazendo você achar que algo irá pular na sua frente a qualquer momento, porem nada aconteceu, e o loop constante começou a mexer com o meu estado mental.
Em alguns momentos eu ouvia a risada do Happy Mask Salesman no fundo, quieto o bastante para que eu ficasse imaginando se estava realmente ouvindo coisas, mas alto o suficiente para me deixar determinado a achá-lo. Eu procurei nas quatro zones da Clock Town, somente para não achar nada… Ninguém. Texturas estavam faltando. Estava literalmente andando no ar em West Clock Town, toda a área parecia… Partida. Partida sem esperanças. Enquanto a Song of Healing ao contrario se repetia por provavelmente a 50º vez, eu me lembro de ficar no meio da South Clock Town, pensando e notando que eu nunca me senti tão sozinho assim em um vídeo game antes.
Enquanto eu andava pela cidade fantasma, eu não sei se foi a combinação das texturas estranhas, da atmosfera do lugar e da melodia tenebrosa que um dia fora uma musica tão pacifica e calmante, e que se tornara uma melodia distorcida e perturbante, mas eu estava literalmente à beira das lagrimas, e não tinha idéia por que. Eu dificilmente choro, mas alguma estranha e poderosa sensação de depressão me deixava desse jeito.
Eu tentei sair da Clock Town, porem toda vez que eu tentava sair, a tela ficava toda preta e eu simplesmente reaparecia em outra área da Clock Town. Eu tentei tocar a minha Ocarina, só queria fugir, e definitivamente NÃO queria mais ficar naquele lugar, mas toda vez que eu tocava a Song of Time ou a Song of Soaring, um texto dizia “Your notes echo far, but nothing happens (Suas notas ecoam longe, porem nada acontece)”. Nesse ponto, era obvio que o jogo não queria que eu saísse, mas eu não tinha idéia porque ele estava me deixando preso lá. Eu não queria entrar nos prédios, eu achava que eu seria muito vulnerável para o que me aguardava lá dentro. Não sei por que, mas me veio a idéia de que se eu me afogasse no Laundry Pool, eu poderia reaparecer em algum outra área e deixar esse lugar.
Enquanto eu corria em direção ao lago, aconteceu.. O Link segurou sua cabeça, e a tela deu um flash por um momento do Happy Mask Salesman sorrindo para mim – não para o Link – para mim, junto com o grito do Skull Kid no fundo e, quando a tela voltou ao normal, eu estava encarando a estatua do Link (Aquela que aparece quando você toca a musica Elegy of Emptiness). Eu gritei, enquanto aquela coisa me encarava com aquela expressão vazia e aterrorizante. Eu me virei e corri de volta para a South Clock Town, e para o meu horror, a porra da estatua ficava me seguindo, como uma sombra horripilante que criara vida. As vezes, em certos intervalos, uma animação da estatua aparecendo atrás de mim acontecia. Era como se aquela merda estivesse me seguindo, ou – eu nem quero pensar nisso – me assombrando.
Nesse ponto eu já estava à beira da histeria, mas em nenhum momento a idéia de desligar o meu console passou pela minha cabeça. Eu não sei por que, eu estava tão ligado a isso – o terror era tão real. Tentei mexer na estatua, porem essa merda literalmente reaparecia atrás de mim toda vez. Link começou a fazer algumas animações estranhas que eu nunca tinha visto ele fazer, como retorcer os braços aleatoriamente ou dar espasmos randomicamente por exemplo, e logo em seguida a tela dava um flash do Happy Mask Salesman sorrindo para mim por um momento, antes de eu ficar cara a cara com aquela porra de estatua novamente. Eu acabei correndo para o fundo do Swordmaster’s Dojo, não sei por que, mas no pânico e desespero que eu estava, eu só queria uma garantia de que não estava sozinho ali. Para o meu espanto, não achei ninguém lá, porem enquanto em me virava para ir embora, a estatua me encurralou em um canto da área. Eu tentei atacá-la com a minha espada, mas infelizmente sem sucesso. Confuso, e encurralado em um canto, eu simplesmente fiquei parado olhando para a estatua esperando ela me matar. De repente, a tela deu um flash do Happy Mask Salesman novamente, e do nada, Link se virou para olhar a mim, ao lado da estatua, ficando quase idêntico a ela. Os dois literalmente me encarando.O que sobrara da 4 parede foi completamente quebrado, e eu me via correndo para fora do Dojo, completamente assustado e aterrorizado. De repente, o jogo me transportou para um túnel subterrâneo, e a musica Song of Healing revertida novamente voltou a tocar. Eu tive um pequeno tempo de “descanso” até a estatua voltar a aparecer atrás de mim… Desta vez agressivamente – Eu podia dar apenas alguns passos até ela aparecer novamente. Rapidamente, eu corri para fora do túnel e fui parar na Southern Clock Town. Enquanto eu corria sem rumo – completamente em pânico – de repente um Redead gritou, e a tela ficou completamente preta, até a o titulo “Dawn of a New Day” e o subtexto “|||||||||” aparecer novamente.
A tela voltou a aparecer, e eu me encontrava no topo da Clock Tower com o Skull Kid flutuando acima de mim novamente, totalmente silencioso. Eu olhei a lua novamente, apenas alguns metros acima de mim, porem o Skull Kid ficava me encarando com uma expressão aterrorizante, e com aquela porra de mascara Em uma tentativa meio desesperada, eu equipei o meu arco e flecha e atirei uma vez no Skull Kid – e eu o acertei (aquela animação dele levando dano aconteceu). Atirei mais duas vezes e, logo depois da 3 flecha, uma caixa de texto apareceu, dizendo “That won’t do you any good. Hee, hee (Isso não vai te fazer nada de bom. Hee, hee)” e de repente, eu fui levantado no ar, levitando pelas minhas costas, e ai o Link gritou, enquanto ele queimava completamente em chamas, instantaneamente o matando.
Eu tomei um puta susto quando isso aconteceu – eu nunca tinha visto esse ataque ser usado por NINGUEM no jogo, e Skull Kid NÃO tinha esses poderes. Enquanto a minha cena de morte acontecia, com o meu corpo sem vida ainda queimando, o Skull Kid riu no fundo e a tela mudou para um preto total, apenas para me fazer reaparecer no mesmo lugar. Eu decidi atacá-lo de outro jeito, mas a mesma coisa aconteceu: O corpo do Link foi levantado do chão por uma força desconhecida e ele imediatamente queimou em chamas novamente, matando-o. Desta vez na minha cena de morte, alguns sons da Song of Healing revertida puderam ser ouvidos. Em minha terceira (e ultima) tentativa, eu notei que não tinha musica tocando dessa vez, somente um silencio suspeito. Então eu finalmente me lembrei que no seu encontro original com o Skull Kid, você deveria usar a Ocarina para, ou viajar de volta no tempo, ou convocar os gigantes. Eu usei a Ocarina e tentei tocar a Song of Time, porem antes que eu pudesse acertar a ultima nota, o corpo de Link novamente explodiu horrivelmente em chamas e ele morreu.
Quando a cena de morte estava chegando ao fim, o video game começou a fazer barulho, como se o cartucho quisesse processar varias coisas de uma só vez ou algo assim… Quando a tela voltou a aparecer, era a mesma cena das 3 primeiras vezes, exceto que desta vez, Link estava morto no chão em uma posição que eu nunca tinha visto antes nesse jogo. Sua cabeça estava virada em direção a câmera, com o Skull Kid flutuando logo acime dele. Eu não conseguia me mover, não conseguia apertar nenhum botão. Tudo que eu podia fazer era olhar para o cadáver de Link. Depois de mais ou menos 30 segundos, o jogo simplesmente muda para uma tela preta, com a mensagem “You’ve met with a terrible fate, haven’t you? (Você se encontrou com um destino terrível, não foi?)” antes de te mandar de volta para a tela de titulo.
Ao voltar a tela de titulo e começar tudo de novo, eu notei que o meu Save File não estava mais lá. Ao invés de “Link”, ele foi trocado por um outro Save File chamado “YOUR TURN (Sua vez)”. “YOUR TURN” tinha 3 corações, 0 mascaras, e não tinha nenhum item. Eu selecionei “YOUR TURN” e imediatamente quando o fiz, eu voltei para a cena do topo da Clock Tower, com o Link morto e o Skull Kid flutuando acima de mim, com sua risada se repetindo novamente. Eu rapidamente apertei o botão “Reset” do vídeo game, e quando o jogo carregou mais uma vez, tinha mais um Save File adicionado, abaixo do “YOUR TURN”, intitulado “BEN”. O Save File de “BEN” estava bem no lugar que ele estava antes que eu apaguei-o, também no Stone Tower Temple com a lua quase caindo.
Eu desliguei o jogo nesse ponto. Não sou supersticioso nem nada, mais isso era MUITO fudido, até pra mim. Eu não joguei esse jogo hoje, caramba, nem consegui dormir direito na noite passada. Eu ficava ouvindo a Song of Healing revertida na minha cabeça e me lembrando da minha sensação de desespero enquanto explorava Clock Town. Eu dirigi hoje de volta até a casa daquele velho para fazer algumas perguntas a ele, junto com um amigo meu (Nem fudendo eu iria voltar pra lá sozinho), apenas para achar uma placa de “VENDE-SE” em frente ao jardim, e quando eu apertei a campainha, ninguém estava em casa.
E agora eu estou aqui novamente, escrevendo o resto dos meus pensamentos e do que aconteceu. Me desculpe se tiverem alguns erros gramaticais, é que eu não estou dormindo direito nesses dias. Estou aterrorizado por este jogo, ainda mais agora que eu estou escrevendo isso e passando por todo o horror uma segunda vez. Porem eu ainda acho que há mais coisas por trás disso tudo, e eu sinto que tem algo me chamando para investigar ainda mais. Eu acho que “BEN” está por trás disso tudo, mas ainda não sei por que, e se eu apenas pudesse conversar com aquele misterioso velho, talvez eu pudesse achar algumas respostas. Preciso de mais 1 dia para me recuperar antes de voltar a jogar o jogo novamente. Ele já tirou uma boa parte da minha sanidade, eu sinto isso, mas da próxima vez que eu jogá-lo, estarei gravando tudo o que se passa. A idéia de gravar aquilo só me veio perto do final, então você vera os últimos minutos do que eu vi (Incluindo Skull Kid e a estatua). O  vídeo já esta no Youtube,  O Link  do video logo abaixo: